Alergia alimentar – Causas, Tratamentos e Prevenção

Alergia alimentar – Causas, Tratamentos e Prevenção
Alergia alimentar – Causas, Tratamentos e Prevenção

O que é Alergia alimentar?

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Quase sempre confundida com intolerância alimentar, a alergia alimentar ocorre quando o sistema imunológico reage a determinada substância, por interpretar erroneamente que ela seja prejudicial. Já a intolerância resulta da incapacidade do organismo em digerir ou absorver certas substâncias. É o caso da intolerância ao glúten encontrado em trigo, cevada etc…, denominada doença celíaca.

As reações aos alimentos variam de problemas cutâneos, respiratórios e intestinais até o mais grave deles, o choque anafilático, quando ocorre o comprometimento dos sistemas circulatório e respiratório, exigindo cuidados imediatos. A maior parte das reações alérgicas acontece em alguns minutos ou até 2 horas após a ingestão do alimento. Em alguns casos, não muito frequentes, a reação pode demorar até 48 horas.

Causas

A principal delas é a hereditariedade mãe ou o pai for alérgico, os filhos têm grandes chances de desenvolver o problema, Mas os sintomas e os alérgenos — substâncias que o organismo interpreta como nocivas ou estranhas e, por isso, reage com uma resposta alérgica — podem ser diferentes. A alergia a alimentos comum em bebês e crianças, no entanto, pode diminuir ou mesmo desaparecer na idade adulta.

Praticamente todos os alimentos podem desencadear alergia em quem é sensível a seus componentes. Os alérgenos alimentares mais frequentes são:

Chocolate – Bombons, balas e outros produtos à base de cacau
Frutos do mar – Camarão, lagosta, siri, ostras, caranguejo etc.
Frutos Oleaginosos – Noz, Amêndoa, Castanha, Avelã, Pistache, Amendoim
Leite e Derivados – Queijo, Iogurte, Sorvete, pudins, etc.
Milho – Óleo de milho, margarina, comidas de bebê com amido de milho etc.
Ovos – Sorvetes, musses, bolos, maionese, molhos de salada etc.
Peixes – Enlatados, defumados ou frescos, óleo de fígado de peixe e outros produtos.
Trigo e Derivados – Pães, massas, cereais e demais alimentos à base de trigo.

Prevenção

A precaução é a melhor arma contra as alergias alimentares.
O aleitamento materno durante pelo menos os primeiros 6 meses de vida pode reduzir as chances de a criança desenvolver alergia por algum alimento. Além disso, retarda o contato com outros alérgenos, como o leite de vaca.

Nos restaurantes, optar por refeições simples, sem guarnição. Uma boa sugestão de cardápio é o peixe ou carne grelhados sem tempero, com legumes no vapor e batata cozida. Caso não seja possível, vale pedir explicações sobre os ingredientes do prato escolhido, a fim de identificar possíveis alérgenos.

Em almoços ou jantares na casa de amigos ou parentes, avisar com antecedência sobre a alergia a determinados alimentos.

Na hora da compra, verificar com o máximo de cuidado o rótulo dos produtos. Apesar de ele nem sempre informar com clareza os ingredientes do alimento, ainda assim é a principal forma de checar seus componentes. Indicação de manteiga, soro, lactoalbumina ou caseinato indica a presença de leite de vaca, por exemplo. Alguns alimentos também são quimicamente relacionados, ou seja, quem tem alergia a limão pode ser alérgico a outras frutas cítricas.

Sintomas

A maioria dos sintomas de alergia alimentar, aparecem em até 2h a ingestão do alimento. Raramente os sintomas aparece após muitas horas. Os sintomas mais comuns são coceira e inchaços na pele. Outros sintomas são:

  • Erupções cutâneas
  • Desarranjos intestinais prolongados
  • Náuseas e Vômito
  • Enxaquecas e dores de cabeça
  • Inchaço (Principalmente no rosto ou na boca)
  • Choque anafilático
  • Problemas respiratórios
  • Urticárias e erupções na pele
  • Eczemas
  • Ataques de asma
  • Irritação nos olhos ou no nariz

Outros Cuidados

Se o médico suspeitar da possibilidade de ocorrer ou já ter ocorrido reações, como urticárias e ataques de asma, torna-se fundamental utilizar bracelete ou cartão de identificação médica, ou, ainda, carregar tais informações na bolsa ou carteira. Como as reações alérgicas acontecem muito rapidamente, é fundamental facilitar o atendimento hospitalar.

Outra sugestão é a adoção de um kit de emergência para os casos de choque anafilático. Solicitar o kit ao médico e deixá-lo sempre próximo, no carro, na cozinha ou no trabalho. Se tiver filhos com esse problema, enviar o kit à escola ou mantê-lo com a babá são medidas que podem facilitar o atendimento.

Em casos de suspeita de reações alérgicas graves, os familiares e as pessoas com alergia alimentar devem conhecer os locais de atendimento a emergências mais próximos. Se viajar, procurar essa informação também na cidade em que ficará hospedado.
Manter-se bem informado sobre as possíveis substituições alimentares para suprir a deficiência de nutrientes e sobre os tipos de alérgeno e suas respectivas nomenclaturas, além de compartilhar as informações com os familiares.

Nunca ingerir medicamentos ou substituir alimentos sem a orientação de um médico.
Tratamento

Consiste na identificação dos alimentos que estão causando a alergia e, posteriormente, em sua eliminação da dieta. Essa medida pode resultar na deficiência de alguns nutrientes, principalmente na alimentação de crianças.

Nesse caso, o médico e o nutricionista devem indicar quais alimentos podem suprir a carência nutricional. Nem sempre é fácil diagnosticar os alimentos alérgenos. Em alguns casos, é preciso submeter-se a testes ou, ainda, manter um diário detalhado com horários, conteúdos das refeições e seus decorrentes sintomas.