Atenção homens: Emagrecer hoje afetará a saúde de filhos que ainda nem nasceram

4 pesquisas apontam a influência da perda de peso na saúde de futuros papais e seus bebês

O homem que se alimenta mal, sem equilíbrio calórico, despreocupado com a qualidade e escolha daquilo que consome, não apenas está aumentando as chances de conviver a vida toda com o sobrepeso ou mesmo obesidade, diabetes e hipertensão, como, a pior parte disso tudo, está afetando diretamente o futuro de filhos que ainda nem chegaram ao mundo.

Essa constatação está presente no estudo feito pelo Instituto de Metabolismo Básico da Noruega que indica que homens que leva uma vida como a descrita acima tem mais riscos de desenvolver enfermidades crônicas que podem comprometer a vida de geração futura de filhos e netos que levarão, do processo de gestação ao desenvolvimento da vida adulta, algumas heranças nada agradáveis de hábitos maus dos pais.

Outras pesquisas feitas pelo mundo já haviam demonstrado que os espermatozoides transmitem informações genéticas relacionadas com as enfermidades ligadas às rotinas e às dietas empreendidas hoje por futuros pais. De igual maneira, estas pesquisas também mostram que alimentar-se de maneira não sadia, ser sedentário e não conseguir lidar com o estresse cotidiano faz com o sêmen masculino seja alterado mesmo antes de homens que ainda não conceberam seus filhos

A pesquisa norueguesa

Já sobre o estudo do Instituto de Metabolismo Básico da Noruega, é possível perceber que depois dos pesquisadores analisarem o sêmen de 13 homens com o peso ideal e saudáveis e outros 10 homens com obesidade e sem participação em processos de emagrecimento, foi possível demonstrar que – nas células dos que tinham o peso acima do indicado – havia componentes epigenéticos associados com uma voracidade não saudável e um maior apetite.

Os pesquisadores ainda analisaram por um ano o esperma de seis homens que, antes de conceberem seus filhos, havia feitos cirurgias bariátricas para baixar de peso. O que encontraram foi que desde a primeira até a última análise havia cerca de 400.000 mudanças séries e estruturais no DNA presente nos fluidos do esperma, ou seja, a perda de peso mostrava-se capaz de mudar também a informação epigenética repassada aos espermatozoides dos homens.

Principal pesquisador do estudo norueguês, Soetkin Versteyhe conclui que a forma como comemos e o nosso nível de atividade física antes da concepção dos futuros filhos, poder ser importante para o bem estar e, inclusive, o desenvolvimento em longo prazo dos bebês.

O estudo publicado na revista Cell

No ano de 2010, a revista Cell publicou uma pesquisa que também caminhava no sentido de apontar como a saúde masculina precisa estar atrelada às boas dietas de alimentação e emagrecimento, isso, claro, caso os pais tenham vontade de ter filhos no futuro e queiram que estes venham com boa saúde.

Neste estudo da revista Cell, foram pesquisador 200 roedores divididos em um grupo dos comiam uma dieta normal e dos que comiam uma dieta baseada na ingestão de baixas proteínas. Em exatos 18 meses de análises, foi possível descobrir que os filhos provenientes do grupo que tinha mais genes relacionados à síntese de colesterol e lipídios (ou seja, provenientes do grupo dos que não tiveram uma dieta saudável), tinham níveis de colesterol ligeiramente maiores do que os outros. As heranças negativas da dieta foram repassadas aos filhos relacionados.

Os estudos sobre o tema na Suécia

Voltando aos países nórdicos, ainda em 2010, o Governo Sueco decidiu estudar a dieta de alimentação de uma comunidade rural do norte do país para observar como o processo de emagrecimento ou não dos homens influenciava ou não os filhos futuros que chegavam.

Os estudiosos descobriram que aqueles pais que haviam tido uma dieta baixa em proteínas e alta em gorduras e açucares durante sua adolescência, tinham a tendência de ter filhos com maior risco de padecer de obesidade, diabetes e até doenças séries vinculadas aos problemas cardiovasculares.

“Os filhos podem herdar essas características mesmo que nunca tenham tido uma interação física com seus pais. Vai muito mais do que só os exemplos dados pelos pais aos filhos. É algo ligado mais aos indícios de como funciona a evolução”, destacou o coordenador da análise sueca Oliver Rando.

A pesquisa canadense publicada na revista Science

Por último, mas nem por isso menos importante, a revista Science apresentou em outubro de 2015, ou seja, em estudo mais recente, que de acordo com a Universidade de McGill (no Canadá), a herança genética não é responsabilidade única do DNA, como também faz parte dela os fatores externos como as chamadas proteínas histonas, isto é, as proteínas presentes no corpo dos homens que dão grande parte do conteúdo dos espermatozoides transmitidos na fertilização de futuros filhos.

Para falar sobre isso, os pesquisadores canadenses conseguiram alterar durante as investigações a informações bioquímicas presentes nas histonas, as proteínas que fazem parte do esperma, de roedores levando ao resultado de filhos e netos com mais defeitos congênitos.

Como resultado comum de todos os estudos uma assertiva é certa: os investigadores alertam que é necessário pensar hoje, no presente, sobre o que é consumido por homens que ainda não tem filhos. Ter consciência sobre o estilo de vida e preferir processos saudáveis de emagrecimento e não a ociosidade, leva a um sentimento que ultrapassa o imediatismo e até mesmo o egoísmo da vida presente, isto é, pensar no futuro dos filhos e não apenas numa alimentação descompromissada com a saúde é uma característica fundamental à uma boa paternidade.

Deixe um comentário