Como os ácidos frutais podem cuidar da sua pele no verão

Tratamentos incluem desde peeling ao combate de envelhecimento precoce.

A pele, como o maior órgão dos humanos, exerce funções que são primordiais à vida de qualquer pessoa. Além de regulação térmica, a pele também tem a função de defesa orgânica, de controle do fluxo sanguíneo que perpassa todo o corpo, percepção sensorial (estésica, dor, tato, calor, frio, etc.), de proteção contra o ambiente externo e de proteção contra diversos agentes nocivos à saúde.
Os cuidados necessários à pele envolvem, entre outras precauções, desde a hidratação que deve ser levada ainda mais em consideração no verão (por meio da ingestão de muita água potável e cremes de hidratação com vitamina D) e o uso contínuo de protetor solar (com um filtro adequado a cada tipo de pele e melanina), sem falar, claro, em evitar horários (das 10h às 16h) em que o sol irradia raios ultra-violetas extremamente prejudiciais que causam, inclusive, câncer de pele.
O verão brasileiro, por sua vez, é conhecido internacionalmente como um dos mais quentes do globo, especialmente pelos recordes de temperatura que, embalados por festas, praias e bebidas à beira mar, atraem turistas do mundo todo. Mas, junto ao verão, outros problemas também surgem como a necessidade de redobrar a atenção com os cuidados com a pele num país tropical com um litoral tão extenso.
Entre os cuidados para manter a pele saudável tem crescido exponencialmente o uso de ácidos frutais como opção recomendada por dermatologistas. Alimentos como a cana de açúcar, o mel, o leite fermentado e amêndoas amargas são ricos neste tipo de ácido, chamado cientificamente de ácidos alfa hidróxidos (AHA). Todavia, são as frutas as que mais têm a concentração deste ácido e, justamente por isso, ele é denominado ácido frutal.
De acordo com informações do dermatologista Dr. Reinaldo Tovo Filho, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBS), os ácidos frutais são preferíveis em tratamentos a outros tipos de ácido porque eles podem ser absorvidos mais facilmente pelo tecido epitelial e não produzem tantas reações alérgicas ou efeitos colaterais (como a sensação de coceira, queimação e ardor provocadas por ácidos não frutais).
Entre os benefícios trazidos pelo uso de ácido frutal está a regulação do excesso de oleosidade na pele; a gradual amenização de manchas, rugas e até mesmo cicatrizes; abertura dos poros; além de trazer mais luminosidade e vivacidade às peles mais secas e opacas.

Para além destes usos, os ácidos frutais têm tido muita aceitação em tratamentos que abordam problemas cutâneos como rosácea (doença que envolvem áreas de vermelhidão na pele seguidas de irritação), fotoenvelhecimento e distúrbios de pigmentação (como melasmas e melanoses solares muito comuns quando deixamos a pele exposta por tempo demais ao sol – que no contexto brasileiro nunca decepciona: a cada ano traz a sensação térmica de que o verão anda ainda mais quente).

Além de evitar o envelhecimento precoce combatendo os radicais livres (que se formam dentro das células humanas a partir da exposição diária aos raios ultravioletas que nos atingem, pela poluição das cidades, o estresse, o cigarro, o álcool, etc.), já que é antioxidante, este tipo específico de ácido encontrado em frutas também tem função esfoliante, ou seja, também podem ser usado em técnicas de peeling aplicadas por dermatologistas especialistas neste tipo de tratamento.

Nestes tratamentos, ácidos frutais promovem a renovação das células corporais corrigindo imperfeições epiteliais superficiais, mantendo a elastina da pele sempre ativa. Tratamento relativos à acne também podem utilizar este tipo de ácido já que é retirado o excesso de sebo e os folículos pilosos são pouco a pouco desobstruídos.
Por fim, Dr. Tovo Filho explica ainda que os ácidos frutais aumentam a espessura dérmica, diminuem a hiperpigmentação e deixam a pele mais firme (já que estimulam a produção de colágeno e fibras elásticas). E no caso do verão brasileiro (que atingiu 39,6º em março deste ano, um recorde histórico, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)), para além de todas as precauções recomendadas pelos especialistas, contar com a ajuda dos ácidos frutais é algo mais que bem-vindo aos cuidados da pele.

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