Maternidade e emagrecimento: obesidade diminui chance de gravidez em reprodução assistida

Maternidade e emagrecimento: obesidade diminui chance de gravidez em reprodução assistida
Maternidade e emagrecimento: obesidade diminui chance de gravidez em reprodução assistida

O alerta vem da Espanha, de profissionais especializados em viabilizar a gestação de mulheres com dificuldades em engravidar

A informação de que a obesidade consegue diminuir de forma assustadora as possibilidades de engravidar, a partir da reprodução assistida, em mulheres obesas vem da Espanha. O chefe do Departamento de Reprodução Assistida no Hospital El Ángel, José Félix García España, é o principal expoente desta informação.

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De acordo com o especialista, a obesidade pode diminuir as chances de gravidez em reprodução assistida independentemente da idade da mulher. A reprodução assistida pode ser entendida como um conjunto de técnicas, utilizadas por médicos especializados, que tem como principal objetivo tentar viabilizar a gestação em mulheres com dificuldades de engravidar.

A este respeito, García España explica que a qualidade dos ovários e óvulos em mulheres que sofrem de obesidade é inferior àquelas mulheres cujo peso está dentro de limites aceitáveis. Por outro lado, no homem, a obesidade também provoca coisas negativas como uma redução no volume do sémen que pode causar infertilidade em 16% dos casos.
A obesidade, no entanto, não só diminui as chances de gravidez, mas também aumenta casos de diabetes gestacional, o que causa um sério prejuízo para mãe e o feto, além de possíveis complicações também possíveis de ocorrer no parto.

O diabetes gestacional

De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), este tipo de diabetes, o gestacional, é um dos que mais requer cuidados e atenção de todas as mulheres que querem engravidar e profissionais ligados à área. Abaixo compartilharmos algumas informações que podem ser relevantes para futuras mamães.

O diabetes gestacional é o quê? Durante a gravidez, para permitir o desenvolvimento do bebê, a mulher passa por mudanças em seu equilíbrio hormonal. A placenta, por exemplo, é uma fonte importante de hormônios que reduzem a ação da insulina, responsável pela captação e utilização da glicose pelo corpo. O pâncreas, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar este quadro. Em algumas mulheres, entretanto, este processo não ocorre e elas desenvolvem um quadro de diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue.

O que acontece com o bebê? Quando o bebê é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no ambiente intrauterino, há maior risco de crescimento excessivo (macrossomia fetal) e, consequentemente, partos traumáticos, hipoglicemia neonatal e até de obesidade e diabetes na vida adulta. Durante a gravidez, para permitir o desenvolvimento do bebê, a mulher passa por mudanças em seu equilíbrio hormonal. A placenta, por exemplo, é uma fonte importante de hormônios que reduzem a ação da insulina, responsável pela captação e utilização da glicose pelo corpo. O pâncreas, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar este quadro.

Em algumas mulheres, entretanto, este processo não ocorre. E, então, elas desenvolvem um quadro de diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue. Quando o bebê é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no ambiente intrauterino, há maior risco de crescimento excessivo (macrossomia fetal) e, consequentemente, partos traumáticos, hipoglicemia neonatal e até de obesidade e diabetes na vida adulta.

A explicação sobre a relação entre gravidez assistida e o peso

García España, o especialista em reprodução assistida, explicou ainda, em entrevista ao periódico Heraldo, que embora a maioria das mulheres obesas não sejam inférteis, a obesidade tem um impacto negativo sobre a fertilidade delas.

No entanto, ele acrescentou que a perda de peso não só envolve uma mudança metabólica que favorece a fertilidade, mas também a melhora da autoestima e da saúde sexual das mulheres.

Na Unidade de Reprodução do Hospital El Ángel, observou-se durante uma fertilização in vitro, que a qualidade dos ovúlos de uma mulher obesa é menor do que aquela que não sofre ou de sobrepeso ou obesiddade nos mais variados níveis.

Recomendação alimentar: ingestão de alimentos com ácido palmítico

Tudo isto significa que a percentagem de gravidezes e nascimentos vivos diminui à medida que o índice de massa corporal vai se elevando, como explicado através de um comunicado publicado pelos especialistas espanhois.

Por isso, é importante educar essas pacientes a fim de melhorar as suas expectativas de gravidez, com recomendações de uma ingestão calórica reduzida, com um consumo importante de alimentos ricos em ácido palmítico.

Este tipo de ácido, cientificamente chamado de ácido hexadecanóico, é um dos ácidos graxos saturados mais comuns, encontrados em animais e também em vegetais.
Como o próprio nome indica, é o principal (e em maior quantidade) componente do óleo de palma. Assim, recomenda-se com cuidados profissionais e porções adequadas, a ingestão de leites e derivados (manteiga, queijo), além de carne bovina que também contém o ácido palmítico.