Supressores de Apetite

Supressores de Apetite
Supressores de Apetite

É só fechar a boca. Quem de nós nunca ouviu essa frase quando diz que precisa emagrecer? Nada mais lógico do que isso: diminuir o aporte de comida para que o corpo gaste as reservas que acumulou. Mas, diante das inúmeras gostosuras que a indústria nos apresenta, é mesmo possível se conter? É aí que surgem os supressores de apetite.

O que são supressores de apetite?

emagrecer

São substâncias (naturais ou sintetizadas em laboratórios) que diminuem a vontade de comer. Na grande maioria das vezes, eles estão disponíveis como medicamentos produzidos pela indústria farmacêutica. Já que nesse caso eles apresentam efeitos não esperados sobre o organismo, é muito importante que esses supressores de apetite sejam prescritos por um médico.

Por que algumas pessoas usam supressores de apetite?

Comer menos obriga as pessoas a tomar atitudes que, muitas vezes, andam na direção contrária à sua cultura. Mesmo que para todos nós esteja claro que se comermos menos, vamos emagrecer, para alguns não é tão simples. Em muitos lares, o consumo freqüente de alimentos altamente calóricos é feito por décadas a fio e principalmente nas ocasiões em que todo mundo está junto. O cérebro entende esse hábito como algo natural e até necessário para a sua manutenção.

Em outros casos, até conseguimos mudar o estilo de vida. Levantamos cedo para fazer caminhada ou vamos à academia. Conseguimos substituir doces por frutas e eliminamos os alimentos açucarados e as frituras. Porém, ao longo de várias semanas o peso do corpo permanece imutável. Especialmente nesse último caso, médicos podem recomendar o uso de supressores de apetite.

Os profissionais da saúde consideram os supressores de apetite como atores coadjuvantes no tratamento da obesidade. A introdução deles na rotina dos pacientes deve acontecer quando aparecem limitações no tratamento não medicamentoso. Assim, usar supressores de apetite sem receita quando esse é um medicamento, não é uma boa opção.

Os supressores de apetite liberados pela Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é um órgão brasileiro criado em 1999 que atua como mediador entre o mercado e o consumidor. No caso dos supressores de apetite, a Anvisa divulga os nomes daqueles que podem ser comercializados. A lista atual dos moderadores de apetite liberados para comercialização está composta por: Femproporex, Anfepramona, Manzidol, Sibutramina e Orlistate.

Como atuam esses supressores de apetite?

O efeito dos quatro primeiros (Femproporex, Anfepramona, Manzidol e Sibutramina) é sobre o sistema nervoso. Eles diminuem o desejo por comida através da influência sobre os neurotransmissores, que são substâncias naturalmente produzidas por nossos neurônios. Alguns desses neurotransmissores se ligam a centros nervosos que sinalizam para o organismo a disposição para ingerir alimento. Porém, alguns desses neurotransmissores, na presença dos medicamentos, deixam de cumprir seu papel. Com isso, ocorre alteração no comportamento, sendo que o mais esperado deles é o de não sentir muita fome.

O Orlistate é um inibidor de apetite forte. Ele não atua sobre o sistema nervoso, mas sim sobre as enzimas produzidas pelas paredes das alças intestinais. Ao desativar as enzimas que permitiriam a quebra da gordura, esse medicamento limita a absorção desse nutriente.

Quais são os efeitos indesejados do uso de supressores de apetite?

A ação dos supressores de apetite não está restrita ao comportamento de quem os toma. Eles influenciam algumas atividades que ocorrem no interior das células e algumas funções fisiológicas. Essa influência resulta em efeitos colaterais não agradáveis. Os efeitos indesejados da Sibutramina, por exemplo, são: sensação de boca seca, insônia e dor de cabeça. Já o Manzidol, além desses efeitos, pode trazer fraqueza e nervosismo.

Mesmo para o Orlistate, que não age no sistema nervoso, a literatura médica relata efeitos adversos. Por exemplo, os usuários se queixam de diarréia, dores abdominais e flatulência. Além disso, os estudos no laboratório sugerem que vitaminas lipossolúveis dependentes de absorção no intestino deixam de chegar aos tecidos.

Por que a Anvisa proíbe alguns supressores de apetite?

É também função da Anvisa declarar quais fármacos anti-obesidade são proibidos de serem produzidos. Muitas vezes a proibição está baseada no seguinte argumento: naquele momento o laboratório que produz o inibidor de apetite não demonstra cientificamente se o fármaco é realmente eficaz e seguro. Ou seja, se ele funciona de verdade e se não provoca riscos à saúde de quem o usa.

A lista dos proibidos varia no decorrer do tempo. Por exemplo, em 2011 uma nota emitida pela Anvisa proibiu a produção do Femproporex, Anfepramona, Manzidol e Sibutramina. Bem antes disso, organismos de países europeus já tinham extinguido a produção da Sibutramina e mais recentemente também desses outros medicamentos. Então, a atitude brasileira foi um reflexo de ações tomadas no exterior.

No entanto, ainda em 2011, depois de um longo debate, a Anvisa determinou que Femproporex, Anfepramona e Manzidol continuariam com seus registros cancelados. Porém, a Sibutramina estaria liberada. Através de pressão, o Senado brasileiro conseguiu desautorizar a Anvisa. Assim, não apenas a Sibutramina está liberada, mas todos os supressores de apetite medicamentosos.

Melhor inibidor de apetite natural

E se você quiser frear seu desejo por comida sem causar problemas à sua saúde? A fim de evitar os efeitos indesejados, seria bom usar supressores de apetite naturais ou fitoterápicos.

Sabe-se há tempos que tanto fibras solúveis quanto insolúveis são boas para dar sensação de saciedade. Então, consumir aveia em flocos, maçã e laranja um pouco antes das refeições principais, diminui a fome. Alimentos que contêm ácido oléico, que é um tipo de gordura insaturada, também inibem a apetência. Esse ácido orgânico é encontrado no azeite de oliva, nas castanhas e nozes.

Atualmente os supressores de apetite fitoterápicos mais estudados são os chás (verde e preto). Alguns compostos extraídos das folhas das plantas usadas para preparar esses chás são capazes de ajudar na desativação das enzimas pancreáticas. Essas enzimas são as responsáveis pela quebra da gordura contida na alimentação. Portanto, a ação desses compostos é semelhante à ação do Orlistate.