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Conheça Freeletics: o app de exercícios que ajuda a emagrecer usando apenas o peso do seu corpo

Sucesso no exterior, Freelatics aposta no Brasil com vídeo de uma história real de superação”

Criado em 2013 pelos desenvolvedores Andrej Matijczak, Joshua Cornelius e Mehmet Yilmaz, em Munique (Alemanha), o aplicativo Freeletics inovou o cenário de ferramentas tecnológicas que de algum modo auxiliavam pessoas acima do peso ou descontentes com o corpo a entrarem em forma emagrecendo de forma saudável e ativa. Entre as inovações trazidas pelo app está a criação de uma comunidade online (no estilo das redes sociais) com fotografias, comentários, vídeos e postagens de pessoas ao redor do mundo que se conectam por meio dele e da vontade de emagrecer e ter uma vida onde ociosidade é uma palavra inexistente.

Mais interessante ainda é pensar na proposta trazida por Freeletics: emagreça fazendo exercícios que dependem somente do uso do seu próprio peso e que podem ser feitos em qualquer lugar e a qualquer hora de acordo com o seu tempo e ritmo. Difícil achar outra ferramenta mais personalizada e ajustado à sua rotina e espaço que um app que, em suas mensagens de estímulo divulgadas no site oficial ainda diz: “Quando você começa o Freeletics, o primeiro grande desafio é terminar um treino completo. Não comece rápido demais. Se seu corpo não está acostumado com a intensidade, você vai ter que ser cauteloso e encontrar um ritmo apropriado. Não se preocupe. Continue tentando. É muito difícil no início, mas nem pense em desistir. Você vai conseguir se adaptar rapidamente.”.

Mas não é apenas a mobilidade oferecida pelo app permite que dá a possiblidade de seus usuários emagrecerem com saúde. A palavra-chave por trás da rotina de exercícios está no HIIT (High Intensity Interval Training) – em português, algo como “Treino Intervalado de Alta Intensidade” – que propõe um quadro de treinos e atividades muito efetivas na queima de gorduras e definição muscular. O HIIT melhora a capacidade que o corpo humano tem de oxidar a glicose e também a gordura, possibilitando assim a mescla de intervalor curtos muito intensos e puxados de um exercício que requer mais esforço cardiovascular com intervalos de intensidade mais moderadas ou até baixos (dando a possibilidade de descanso temporário e recuperação).

Estudiosa do assunto, Ana Claudia Fernandez e mais uma equipe de quatro pesquisadores do Centro-Oeste e Sudeste brasileiro, apontam que o HIIT auxilia no ganho de massa magra e perda de massa gorda corporal de modo mais rápido em atletas. No caso de pessoas comuns, ele também pode auxiliar, todavia deve ser feito com os devidos cuidados. Além disso, fazer uso do HITT é grande em um país como Brasil parece ser uma boa saída já que, como os pesquisadores destacam, “a mudança do estado nutricional da população brasileira […] agora apresenta um crescimento desordenado e preocupante do número de obesos distribuídos por todas as faixas etárias e classes sociais […]”.

Freeletics faz uso do HIIT de forma que exercícios que exigem somente o trabalho com o peso do corpo conseguem se aliam à disciplina, à resistência e à perseverança de cada pessoa em conseguir sua meta de emagrecimento, já que todas as atividades são mostradas em pequenos vídeos instrucionais e didáticos e a execução destas só dependem do usuário do app. E, mesmo que a independência do usuário seja sempre reafirmada, Freeletics faz questão de sempre relembrar a necessidade de acompanhamento médico e de educadores físicos antes de se iniciar os exercícios para avaliar a saúde e os movimentos físicos permitidos ou não para cada pessoa e suas limitações. Além da versão gratuita de exercícios, workouts e corridas, é possível também ser um membro assinante e contar com o selo Coach que permite rotinas exclusivas de atividades físicas que se adaptam de maneira mais próxima ao seu rendimento e condicionamento físico.

Mesmo que já tenha pelo menos três anos de lançamento, o aplicativo ainda não é extremamente conhecido no Brasil, apesar já começar a ter altos números de downloads gratuitos (tanto em sistemas Androids e IOS) depois da sua primeira ação publicitária em território nacional divulgando o produto em outubro deste ano. No vídeo, ambientado em São Paulo, Oswaldo, um advogado de 27 anos, conta sua história e a luta que sempre travou da infância à vida adulta contra a obesidade. Com cenas realistas que acompanham aproximadamente seis meses da vida do advogado, é possível como Freeletics se adequou à rotina do jovem e trouxe resultados inquestionáveis de emagrecimento e a retomada de um novo estilo de vida.

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Qual o limite entre um treino ideal e um treino excessivo e prejudicial à saúde?

Relatório da OMS alerta para o perigo de se treinar excessivamente na academia e fora dela

No início de treinos – especialmente aqueles que são feitos sem acompanhamento de educadores físicos – costuma-se, sem muitas orientações de forma não gradual, ir aumentando os pesos, as rotinas de exercícios e até mesmo os dias de ida à academia. O objetivo, numa lógica de acumulação, é que com o aumento das atividades os resultados no corpo surgirão mais rápidos e melhores.

Em certa medida isso é verdade. Resultados virão rápido, entretanto, neste caso, os resultados podem ser desde um estiramento muscular até uma lesão séria nas articulações. Isso acontece, entre outros motivos específicos, porque o corpo percebe que o excesso de treino e exercícios ultrapassam sua capacidade de regeneração, de recomposição de estamina.

Só para se ter uma ideia do quão prejudicial podem ser exercícios feitos em demasia e como o corpo rebela-se por isso, é possível ver: a produção de hormônios é alterada de maneira inusual; há aumento da frequência cardíaca mesmo durante o período de descanso; aparecimentos de quadros de comportamento nos quais a pessoa torna-se facilmente irritável; quadros de insônia quase constante; e até mesmo enfraquecimento do sistema imunológico.

Todavia, mais do que efeitos no corpo, o excesso de exercícios físicos – e aqui entram pessoas que já estão em forma, mas, por algum motivo, ainda treinam em um ritmo não indicado na tentativa de aumentar a hipertrofia –  pode indicar problemas indicado à mente e à psique. Exemplos destes problemas podem ser TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) ou até mesmo TDC (Transtorno Dismórfico Corporal), quando a pessoa se olha no espelho e não consegue visualizar-se como realmente sua aparência está, isto é, ela continua a exercitar-se por ainda não ter conseguido chegar ao corpo perfeito.

Sabendo de todos estes riscos e prejuízos, resta a pergunta: então qual o limite entre um treino ideal e um treino excessivo e prejudicial à saúde em quantidade e intensidade? As respostas a isso podem ser divididas, pelo menos, em dois momentos. O primeiro deles, o que trata do treino ideal, varia de pessoa para pessoa e, logicamente, dos objetivos e das metas distintas que cada um tem ao dedicar-se à uma vida menos ociosa e com qualidade.

Isso quer dizer que ideais são as rotinas de exercício nas quais é possível ter um mínimo de acompanhamento de educadores físicos, de nutricionistas, de fisioterapeutas e de médicos que possam delinear seu perfil e diagnosticar possíveis problemas que ora inviabilizam determinados tipos de exercícios, movimentos ou aparelhos da academia, e ora veem a potencialidade de aumento da carga de peso e da intensidade com quem são feitas as atividades para aumento da massa muscular, por exemplo.

Já os sinais que o corpo envia (e geralmente são codificados como dores) e nos alerta para o risco de estarmos realizando exercícios em excesso são muitos. Ninguém deve fazer exercício durante mais de 60 ou 90 minutos numa rotina de quatro ou cinco dias consecutivos da semana. Ou seja, é preciso saber quando parar e dar tempo ao corpo, tempo de respiro, de alívio e de produção organizada de hormônios.

Os sinais que anunciam que os exercícios não estão sendo feitos de maneira correta, de forma resumida, podem ser classificados a partir de três grandes sintomas como mostram as informações trazidas no site oficial da Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde (SBAFS) e pelo relatório “Recomendações Globais de Atividade Física para a Saúde”, da Organização Mundial da Saúde (OMS):

  1. Demorar muito para recuperar-se depois de dias de exercícios:

Há aqui uma clara indicação do que está acontecendo com músculos, articulações e estrutura óssea corporal: o corpo necessita de tempo para recompor sua estamina. Ter dificuldades de respirar, não ter muita energia, sentir dores a todo instante e ter uma sede quase insaciável já são indícios de que o corpo não só está desidratado como, pior, pode vir a sofrer lesões futuras.

  1. Ter a pulsação muito alta pela manhã em momentos nos quais quase não se faz esforço:

Para saber se há uma alteração muito grande do nível de pulsação é preciso mensurá-la em repouso e depois voltar a medi-la todos os dias pela manhã em descanso. Se sem nenhum motivo aparente elas se mostrarem muito altas, estas pulsações começam a indicar que o corpo está estressado, que o físico não conseguiu se recuperar corretamente e que é necessário diminuir a quantidade e a intensidade das atividades físicas.

  1. Sentir dor constantemente e de forma extrema e incômoda

Sentir dor após exercícios é algo corriqueiro e, em certo ponto, normal na vida de quem realiza exercícios e frequenta academias. O que diferencia esta normalidade para algo que é prejudicial à saúde é quando estas dores passam a ser constantes e iniciam um processo de quebra da rotina, ou seja, outras atividades são interrompidas ou atrapalhadas no cotidiano pela pessoa que não consegue se concentrar ou mesmo passar o dia sem as dores. Estas dores sinalizam, novamente, que todo o tecido muscular não está preparado ainda para a continuidade dos exercícios e, o que e mais preocupante, não está dando conta de recuperar-se sozinho dentro de uma rotina metabólica anormal. As lesões nesta fase são tão presentes que podem, inclusive, inviabilizar a vida da pessoa por dias, semanas, meses ou, o que seria o pior cenário, criar traumatismo e ferimentos crônicos nas quais a dor é um companheiro presente para toda a vida.