Buscar remédios para emagrecer aprovados pela Anvisa é comum entre pessoas que convivem com obesidade ou sobrepeso e tentam melhorar a saúde. Porém, aprovação sanitária não significa que um medicamento seja indicado para qualquer pessoa, nem que substitua alimentação, movimento, sono adequado e acompanhamento profissional.
No Brasil, os medicamentos podem ser considerados quando há obesidade ou quando o sobrepeso vem acompanhado de condições relacionadas ao peso, como diabetes tipo 2, hipertensão, apneia obstrutiva do sono ou alterações de colesterol. A decisão depende do histórico clínico, das contraindicações, dos outros remédios em uso e dos objetivos de cada paciente.
A seguir, conheça seis opções com registro ou indicação aprovada pela Anvisa para o controle do peso. A lista não serve como prescrição e não estabelece qual é o “melhor” remédio: essa escolha é individual e deve ser médica.
6 remédios para emagrecer aprovados pela Anvisa
1. Orlistate
O orlistate atua no intestino, reduzindo parte da absorção da gordura consumida nas refeições. Por esse mecanismo, pode causar efeitos gastrointestinais, como fezes oleosas, gases com eliminação de gordura e urgência para evacuar, especialmente quando a alimentação tem alto teor de gordura. Esses efeitos ajudam a mostrar por que o plano alimentar continua sendo parte central do tratamento.
2. Sibutramina
A sibutramina atua no sistema nervoso central e pode reduzir o apetite. Ela está disponível no mercado brasileiro sob controle especial, mas exige avaliação criteriosa, sobretudo em pessoas com risco cardiovascular. A Anvisa informa que sua relação entre benefício e risco foi considerada favorável apenas para perfis específicos e com uso adequado. Consulte as orientações da Anvisa sobre sibutramina e outros medicamentos para emagrecer.
3. Liraglutida
A liraglutida é um medicamento injetável da classe dos agonistas de GLP-1. Ela age em mecanismos relacionados ao apetite e à saciedade. Formulações destinadas ao controle de peso foram aprovadas como complemento a uma dieta com menos calorias e à prática de atividade física. Há indicação para adultos com obesidade ou para pessoas com sobrepeso e comorbidades relacionadas ao peso. Veja a informação regulatória da Anvisa sobre liraglutida.
4. Semaglutida
A semaglutida também é um agonista de GLP-1 e possui apresentação aprovada especificamente para controle crônico do peso. Não se deve confundir a substância ativa com todas as suas marcas e apresentações: alguns produtos à base de semaglutida têm indicação para diabetes tipo 2, e outros têm indicação para obesidade e sobrepeso em situações definidas na bula. A Anvisa descreve a indicação aprovada da semaglutida para controle de peso.
5. Tirzepatida
A tirzepatida atua nos receptores de GIP e GLP-1 e é aplicada por injeção subcutânea. Em junho de 2025, a Anvisa aprovou sua indicação para controle crônico do peso em adultos com obesidade ou com sobrepeso associado a pelo menos uma comorbidade. Assim como os demais medicamentos dessa classe, pode causar efeitos adversos, principalmente gastrointestinais, e requer acompanhamento. Confira a nova indicação aprovada para tirzepatida.
6. Naltrexona com bupropiona
A associação de naltrexona e bupropiona é outra opção utilizada para manejo do peso sob prescrição. Ela atua em vias cerebrais relacionadas ao apetite e à recompensa alimentar. Não é adequada para todos: histórico de convulsões, uso de opioides, pressão arterial não controlada e determinadas condições psiquiátricas podem mudar a avaliação de segurança. Em 2026, a Anvisa publicou uma comunicação a profissionais sobre recomendações de acompanhamento cardiovascular relacionadas ao produto. Leia a comunicação da Anvisa sobre naltrexona e bupropiona.
Quem pode usar medicamentos para emagrecer?
Em geral, a farmacoterapia é considerada como parte do tratamento da obesidade em pessoas com IMC igual ou maior que 30 kg/m². Também pode ser avaliada em casos de IMC a partir de 27 kg/m² quando há doenças relacionadas ao excesso de peso. Esses parâmetros não dispensam consulta: o IMC é apenas um dos elementos usados na avaliação clínica.
O profissional também investiga causas e fatores que dificultam o controle do peso, como uso de certos medicamentos, alterações metabólicas, transtornos alimentares, rotina de sono, alimentação e nível de atividade física. O tratamento responsável não deve ser baseado somente em uma meta estética ou em promessas de perda rápida.
Cuidados antes de iniciar o tratamento
- Não compre medicamentos injetáveis ou manipulados de origem desconhecida, sem receita ou por redes sociais.
- Informe ao médico todos os medicamentos e suplementos que utiliza.
- Leia a bula e procure atendimento se surgirem sintomas importantes ou persistentes.
- Não aumente doses, não compartilhe canetas e não interrompa outros tratamentos por conta própria.
- Combine o medicamento com mudanças possíveis e sustentáveis na rotina. Veja também estas dicas para emagrecer com segurança.
Desde abril de 2025, os agonistas de GLP-1 têm regras mais rígidas de dispensação no Brasil: a venda exige retenção da receita, medida adotada após a identificação de problemas associados ao uso fora das indicações aprovadas. Entenda a regra de retenção de receita para medicamentos agonistas de GLP-1.
Também é importante diferenciar medicamentos regularizados de substâncias divulgadas como “naturais” ou “anorexígenas” sem comprovação de segurança. A anfepramona, por exemplo, não deve ser tratada como alternativa simples ou isenta de risco; saiba mais em Anfepramona: o que é, riscos e situação regulatória no Brasil.
Perguntas frequentes
Qual remédio para emagrecer aprovado pela Anvisa emagrece mais rápido?
Não existe resposta segura e universal. A resposta ao tratamento varia, e procurar rapidez pode aumentar o risco de uso inadequado. O medicamento mais apropriado é aquele cuja indicação, segurança e acompanhamento fazem sentido para a situação clínica da pessoa.
Ozempic é aprovado para emagrecer?
Ozempic é uma apresentação de semaglutida aprovada para diabetes tipo 2. Para controle de peso, é necessário observar a indicação específica da apresentação registrada e a avaliação médica. Usar um produto fora da bula sem orientação pode trazer riscos.
Remédio para emagrecer substitui dieta e exercícios?
Não. Os medicamentos aprovados para obesidade são indicados como parte de uma estratégia que inclui alimentação, atividade física e acompanhamento de saúde. O objetivo é apoiar o controle de peso e de riscos associados, não oferecer uma solução isolada.
Posso comprar canetas para emagrecer sem receita?
Não é recomendado nem regular. Medicamentos dessa classe exigem prescrição, e os agonistas de GLP-1 têm retenção de receita nas farmácias. A compra sem acompanhamento aumenta o risco de falsificações, contraindicações ignoradas e efeitos adversos.





