Nutrição

Ovo e seus benefícios: valor nutricional, consumo e cuidados no dia a dia

Veja os principais benefícios do ovo, seu valor nutricional, formas práticas de incluir no cardápio e cuidados para um consumo equilibrado e seguro.

Ilustração de Ovos cozidos cortados ao meio em prato claro, acompanhados de vegetais frescos, em composição editorial limpa

O ovo é um alimento versátil, acessível e presente em preparações comuns no Brasil, do café da manhã ao almoço. Quando incluído em uma alimentação variada, ele pode contribuir com proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. Ainda assim, os benefícios do ovo não dependem apenas do alimento isolado: a frequência de consumo, o modo de preparo e o conjunto da dieta fazem diferença.

O Guia Alimentar para a População Brasileira classifica os ovos como alimentos in natura e destaca sua presença nas refeições junto de alimentos vegetais, como arroz, feijão, legumes e verduras. Essa combinação ajuda a tornar o prato mais completo, saboroso e adequado à rotina.

Quais são os benefícios do ovo?

O principal destaque nutricional do ovo é sua proteína. Ela fornece aminoácidos usados pelo organismo em processos como manutenção e renovação de tecidos. Por isso, o alimento pode ser uma opção prática para compor refeições e lanches, especialmente quando combinado com fontes de fibras, como frutas, aveia, feijão, verduras e pães integrais.

Segundo a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), uma unidade média de ovo de galinha cozido sem sal, com cerca de 50 g de parte comestível, fornece aproximadamente 62 kcal e 5,2 g de proteína. Os valores podem mudar conforme o tamanho do ovo e a receita utilizada.

A gema também concentra parte relevante dos nutrientes do alimento. O Guia Alimentar cita os ovos como fontes de proteína de alta qualidade, vitaminas e minerais, especialmente vitaminas do complexo B. Entretanto, isso não significa que o ovo, sozinho, previna doenças, melhore a memória ou produza emagrecimento. Esses resultados não devem ser atribuídos a um único item do cardápio.

O ovo ajuda na saciedade?

Por conter proteína e gordura, o ovo pode tornar uma refeição mais satisfatória para algumas pessoas. Na prática, porém, a saciedade varia de acordo com a porção, os acompanhamentos, os hábitos alimentares e as necessidades individuais.

Uma alternativa simples é usar o ovo em refeições que também tenham vegetais e alimentos ricos em fibras. Um omelete com tomate, cebola e espinafre, por exemplo, pode acompanhar arroz e feijão no almoço ou ser servido com pão integral no café da manhã. Para ampliar a qualidade nutricional das refeições, vale conhecer o papel das fibras alimentares na dieta.

Ovo engorda?

Nenhum alimento provoca ganho ou perda de peso de forma automática. O peso corporal é influenciado pelo padrão alimentar, nível de atividade física, sono, condições de saúde, medicamentos e ingestão energética total, entre outros fatores.

O ovo pode fazer parte de uma estratégia de controle de peso porque é nutritivo e pode substituir opções muito ultraprocessadas no café da manhã ou em pequenos lanches. Mas acrescentá-lo a uma dieta já excessiva em calorias não garante emagrecimento. Também não é necessário seguir dietas restritivas baseadas quase exclusivamente em ovos.

O preparo pesa bastante nessa conta. Ovo cozido, pochê, mexido com pouca gordura ou omelete com legumes tendem a exigir menos óleo do que versões fritas. A ideia não é proibir preparações específicas, mas observar a frequência e a quantidade de óleo, manteiga, bacon, embutidos e queijos gordurosos que podem acompanhar o alimento.

O ovo aumenta o colesterol?

O ovo contém colesterol alimentar: a TBCA estima cerca de 182 mg em uma unidade média cozida. Porém, a relação entre o colesterol da alimentação e o colesterol no sangue não é igual para todas as pessoas e não deve ser avaliada de forma isolada.

A American Heart Association recomenda olhar para o padrão alimentar como um todo, com atenção especial às gorduras saturadas. Para adultos saudáveis, o documento citado considera possível incluir até um ovo inteiro por dia dentro de uma alimentação equilibrada. Já pessoas com LDL elevado, dislipidemia, diabetes, doença cardiovascular ou outras condições que exijam acompanhamento devem conversar com médico ou nutricionista para individualizar a orientação.

Em vez de focar somente no ovo, é mais útil observar o contexto: consumi-lo com legumes, feijão, frutas, cereais integrais e fontes de gordura insaturada costuma ser diferente de associá-lo frequentemente a frituras, carnes processadas e excesso de gordura saturada.

Como incluir ovos de forma equilibrada

  • Prepare ovos cozidos, pochês, mexidos ou omeletes com pouca gordura adicionada.
  • Acrescente legumes e verduras a omeletes, tortas caseiras e refeições principais.
  • Combine o alimento com fontes de fibras, como frutas, feijão, aveia e pão integral.
  • Varie as fontes de proteína ao longo da semana, incluindo feijões, lentilhas, carnes, aves, peixes e preparações vegetais.
  • Evite transformar o ovo em justificativa para dietas muito restritivas ou para cortar grupos alimentares sem orientação profissional.

No café da manhã, por exemplo, ovos mexidos com tomate e uma fruta podem compor uma opção prática. Saiba mais sobre escolhas possíveis no artigo café da manhã ajuda a emagrecer?.

Cuidados no armazenamento e no preparo

A segurança alimentar é parte importante do consumo de ovos. Lave as mãos, mantenha utensílios limpos, evite contato entre alimentos crus e os já prontos e cozinhe bem o alimento. A Organização Mundial da Saúde orienta evitar ovos crus ou malcozidos e reforça a importância do cozimento completo.

Receitas com gema ou clara cruas, como algumas maioneses caseiras, merecem atenção redobrada. Pessoas idosas, gestantes, crianças pequenas e indivíduos com imunidade reduzida devem buscar orientação profissional quando tiverem dúvidas sobre alimentos crus ou pouco cozidos.

Perguntas frequentes sobre ovo e seus benefícios

Comer ovo todos os dias faz mal?

Para muitas pessoas saudáveis, um ovo ao dia pode caber em uma alimentação equilibrada. A necessidade de limitar ou ajustar o consumo depende do histórico de saúde, dos exames e do padrão alimentar completo. Quem tem colesterol elevado ou doença cardiovascular deve buscar orientação individual.

É melhor comer a clara ou o ovo inteiro?

A clara oferece proteína, enquanto a gema reúne gordura e diversos micronutrientes. Salvo recomendações clínicas específicas, o ovo inteiro pode fazer parte da alimentação. Retirar a gema diminui o colesterol alimentar, mas também reduz nutrientes presentes nela.

Ovo cozido é mais saudável que ovo frito?

O ovo cozido normalmente dispensa gordura adicionada. Já o frito pode elevar o valor energético conforme a quantidade e o tipo de óleo usado. Preparações com pouca gordura, como cozido, pochê ou mexido, costumam ser escolhas práticas para o dia a dia.

Quantos ovos comer por refeição?

Não existe uma quantidade única para todos. A porção deve considerar fome, objetivo, outras fontes de proteína da refeição e condições de saúde. Um nutricionista pode ajudar a definir um plano alimentar compatível com sua rotina e seus exames.

Foto de Marcia Limma

Escrito por: Marcia Limma

Nutricionista

MPPS 4781

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